Retrospectiva

Oliveira:

A convite de Thaís Aragão, participei do “Debate GPIT – Paisagem Sonora, Música e Território” que ocorreu no segundo semestre de 2013 no auditório da Faculdade de Arquitetura da UFRGS, Brasil.
Nesta participação apresentei os conceitos básicos sobre o estudo de paisagens sonoras e também um pouco do meu próprio trabalho de doutoramento.
A Thaís fez uma revisão muito importante, trazendo autores que poucas vezes são citados entre os pesquisadores que se dedicam a esta área.
Por último, Lucas Panitz apresentou um ponto de vista ligado a territorialidade e a música que levou e boas conversas e questões.
A discussão resultante deste encontro foi muito rica e pode ser conferida na íntegra neste vídeo, que também contém as apresentações de cada participante.

Postado originalmente em ESCUTA NOVA ONDA:

Aqui trouxe o vídeo do Debate GPIT – Paisagem Sonora, Música e Território, que aconteceu no segundo semestre de 2013. Abaixo vocês encontram alguma bibliografia trazida nas falas.

Thaís Aragão:

AUGOYARD e TORGUE, Sonic experience: a guide to everyday sounds, 2011

JÄRVILUOMA; KYTÖ;TRUAX; UIMONEN & VIKMAN (org.), Acoustic Environment in Change, 2009

PAQUETTE, David. Describing the contemporary sound environment, 2004

Lucas Panitz:

BERQUE, A. Paisagem-Marca, Paisagem-Matriz: Elementos da Problemática para uma Geografia Cultural. In: CORREA, R. L.; ROSENDAHL, Z. Paisagem, Tempo e Cultura. Rio de Janeiro: EdUERJ, 1998. p. 84-91

DARDEL, E. L’Homme et la terre. Paris: CTHS, 1990 [1952]

HAESBAERT, R. Dos múltiplos territórios à multiterritorialidade. In: HEIDRICH, A. L. et al (Orgs.). A emergência da multiterritorialidade: a ressignificação da relação do humano com o espaço. Porto Alegre, Canoas: Editora da UFRGS, Editora da ULBRA, 2008, p.19-36

HEIDRICH, A. L. Alguns pontos para refletir sobre…

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Listening to Lo-fi and Hi-fi Acoustic Environments

Oliveira:

Depois da mesa redonda do Grupo de Pesquisa Identidade e Território, na Faculdade de Arquitetura da UFRGS, Brasil, houve uma breve discussão sobre a utilização da terminologia Lo-fi e Hi-fi.
Acho pertinente o questionamento sobre esses termos, mas não consigo deixar de usar porque eles deixam claro a forma com que o ambiente interfere na comunicação e percepção dos diferentes elementos do nosso cotidiano.
Talvez o Lo-fi que Jay-Dea Lopez escolheu não seja tão problemático em comparação a muitos outros que conhecemos, mas é uma questão relativa (do tal “silêncio relativo”). O importante é a comparação, é perceber os nossos limites e também tomarmos uma posição nas mudanças que são necessárias para melhorar o nosso bem estar sonoro e mental.

Postado originalmente em SOUNDS LIKE NOISE:

MainArm Ck
At dawn the sounds of life alongside this creek are filled with a dynamic range and perspective that is steadily declining elsewhere.


It is no secret that our natural habitats are shrinking at a radically unprecedented rate. Since the 1970s the discipline of acoustic ecology has attempted to document this process. Field recordings have been used in environmental campaigns to compare the ecological diversity between virgin forests and logged forests. Similarly field recordings have demonstrated the difference between the raucous crackles and pops of marine parks and the ghostly quiet of
areas open to fishing. Listening to these recordings we hear the natural environment under stress.

By diminishing our natural systems in favour of monolithic urban and industrial sprawls we silence the sounds that distinguish one place from another. We lose the uniqueness of the local voice and instead hear a compressed wall of motorised sound. Our hi-fi soundscapes…

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#Crítica – Música e Colaboração, de Bruno Angelo

Oliveira:

Bruno Angelo, colega compositor e pensador, escreveu um texto extremamente reflexivo e intrigante. De forma que repasso e acrescento “lenha à fogueira”:

Existem compositores cujas sombras ainda se fazem presentes, e mantém vivos certos pensamentos que precisam ser renovados. E estamos num período em que a inovação barata e rasa parece obter espaços que não merece, e as novidades que emergem como uma lufada fresca acabam por se esvair em esforços.

O tal discurso politicamente correcto de não criticar de forma mais clara, aberta e construtiva o que ouvimos, o “pôr panos quentes” nas discussões, acaba com o desenvolvimento profícuo da música. É preciso mais da crítica, melhor, diálogo tão benéfico (que o Bruno aponta no texto como o resultado de um encontro sobre música nova) e menos sorrisos amarelos e apertos de mãos leves de quem no fundo não quer participar do embate estético, filosófico e criativo.

Por isso, ao invés de participar e comentar e fomentar, o público decide se ausentar. Um movimento que mais trava o crescimento e força com que os directores se detenham nos velhos e batidos repertórios.

Mas claro, o temor de renovar repertórios é gigante: como ter certeza do resultado de uma obra nunca ouvida antes e arriscar perder o público? Melhor deter-se com quem, sabem eles, mantém a mesma e monótona cena. Como o tal malabarista, que parece sofrer com suas 7 bolas, esgotando a paciência e a calma.

Postado originalmente em epopeiafantastica:

… o malabarista entra no palco e começa a brincar com três bolinhas. Joga-as para o alto, alternadamente, com mais ou menos força, e, apesar de sua evidente habilidade em fazer isso, não chega a impressionar sua plateia. Mas quando insere mais uma bolinha no jogo, a coisa começa a mudar de figura, pois quatro já não é pra qualquer um. Ele agora não só as atira para o alto, como também as prende ocasionalmente no pescoço, apoiando alguma no ombro ou sobre a nuca, enquanto as outras seguem sua dança pelo ar. Cinco, e já o público se acomoda e se inclina para ver mais de perto e tentar acompanhar a trajetória de tantas bolinhas. Mas vão seis, e depois vão sete, e de repente o que era fluido perde um pouco seu encanto, pois percebe-se evidentemente que o malabarista já não está mais brincando: ele apenas tenta manter-se…

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#Filme – Chelovek s Kino-apparatom

Filme experimental de 1929, realizado por Dziga Vertov, que acompanha um personagem a realizar um documentário, filmando o quotidiano, mostrando o processo de edição, bem como a  reação da platéia que assiste à um filme que não assistimos (ou sim?).

Assim, este filme também serve como um documentário sobre a o quotidiano das cidades na antiga União Soviética. Demonstrando situações divertidas e curiosas.

Um belo filme!

Para quem quiser saber mais sobre o filme: link para o filme no IMDB